Demissão: sempre um momento difícil

Demitir alguém é um dos momentos mais difíceis da gestão de pessoas para o líder.

Estar ali, face a face, para informar que “seus serviços” não são mais necessários para a empresa, é desconfortável, triste e muitas vezes perigoso.

É difícil imaginar com exatidão a reação da pessoa demitida, mas existe sim um comportamento padrão. Já publiquei aqui um post sobre isso.

Na maioria das vezes a decisão de demitir é um processo. Uma série de situações vem ocorrendo que culminam com a demissão.

Desempenho abaixo do esperado, comportamentos inadequados, baixo comprometimento, ausências ou atrasos constantes, relacionamento com os colegas etc.

Claro, pode acontecer uma situação extremamente grave que exija do gestor a decisão imediata de desligamento, sem que o processo tenha acontecido de forma natural.

Por isso é importante que o gestor utilize o feedback constante, para pontuar todas as situações, ajudar na mudança de atitude e reorientar a carreira.

O feedback permanente, leva a demissão a ser uma consequência natural e muitas vezes acaba sendo reconhecida com uma decisão justa.

Também é fundamental que o gestor tenha conversas com sua equipe sobre temas mais pessoais, como situação família, visão de presente e futuro, interesses além do trabalho, saúde e bem-estar, situação financeira, de forma a construir o cenário de vida do colaborador.

Isso permite que o gestor tenha uma perspectiva mais humana das consequências da decisão, com os riscos e oportunidades a partir daquele momento.

Mesmo em situações de demissão para ajustes no quadro de pessoal da empresa, quando muitas vezes o gestor precisa demitir bons profissionais, o uso do feedback e a prática das conversas pessoais vai ajudar a fazer as escolhas mais justas e equilibradas.

E você, tem praticado o feedback e as conversas pessoais com sua equipe?

Ou, já foi demitido sem saber que esse processo estava em andamento?

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