LIDERANÇA RESSONANTE – PARTE 2

No post anterior, falei sobre a dissonância como um elemento perturbador para uma liderança mais humanizada.

Para complementar, estas são as principais origens da dissonância na liderança:

Estresse do poder
Como enfrentamos as crises e tomamos decisões.

Hábitos defensivos
Reações comportamentais às situações de crise, baseando-se em nosso modelo mental e gerando uma espiral negativa.

“Monstros” organizacionais
• Supervalorização de conquistas e excesso de foco no curto prazo.
• Falta de feedback sobre a geração de um ambiente tóxico.
• Falhas de comunicação gerando ansiedade e falta de comprometimento.

Mas, qual a saída para essa situação?

As crises e ameaças são em sua maioria originadas no ambiente externo, restando pouca ou nenhuma possibilidade de controlarmos esses eventos.

O que nos resta é controlar as emoções geradas pelo ambiente externo, com atitudes e comportamentos positivos diante das dificuldades.

Para começar bem é necessário que o conjunto de competências emocionais que compõem a inteligência emocional esteja em bons níveis e em equilíbrio.

Para seguirmos então na liderança eficaz e mais humanizada é preciso evitar ao máximo a síndrome do sacrifício (dissonância), buscando um estado de “flow” positivo que gera a ressonância!

Vamos, inicialmente, entender melhor o que é ressonância! Empresto uma definição da física: “processo de transferência de energia de um sistema, que oscila numa frequência própria, para outro que oscila com a mesma frequência.”

A partir dessa definição é possível construirmos um posicionamento para a liderança ressonante: comportamentos positivos do líder que provocam comportamentos positivos dos liderados.

Para evitarmos não cairmos na armadilha da síndrome do sacrifício, devemos nos orientar para um processo de renovação, que funciona como um antídoto para a dissonância causada pela liderança ineficaz.

“Reverter a queda em dissonância e manter sua energia como líder é algo possível apenas por intermédio de um processo de renovação.

Os efeitos do estresse crônico do poder não permitem que a mente, o corpo ou o coração floresçam e, como consequência, fazem até mesmo com que o espírito esvaeça.

Quando nos comprometemos com uma renovação pessoal, estamos mais bem equipados para lidar com os desafios e sacrifícios inerentes à liderança.”

O jogo entre síndrome do sacrifício e processo de renovação funciona como um ciclo, com alternância constante entre eles.

Porém, a experiência da renovação de forma permanente é que irá garantir uma liderança eficaz sustentável.

Novamente, para perceber que o sacrifício está “governando” suas emoções e comportamentos, é preciso de muita inteligência emocional.

E você, quais comportamentos positivos e ressonantes você tem tido no exercício da liderança? Adoraria ver seus comentários!

Me acompanhe nos próximos posts sobre este tema!